Arquivo10/07/2025

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Comentário: Vício em apostas dispara concessão de auxílio-doença pelo INSS
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Saiba mais: Depressão e ansiedade – Nulidade do pedido de dispensa

Comentário: Vício em apostas dispara concessão de auxílio-doença pelo INSS

Reprodução / internet

O número de auxílios-doença concedidos pelo INSS a trabalhadores identificados com ludopatia disparou. Ludopatia é o transtorno mental relacionado ao vício em jogos de aposta. É quando a pessoa perde o controle sobre o ato de apostar, mesmo sabendo dos prejuízos financeiros e pessoais que isso pode trazer.
Reportagem do Intercept Brasil, expõe um novo e alarmante efeito colateral da explosão das “bets” no país.
O perfil majoritário dos afastados por auxílio-doença é de homens entre 18 e 39 anos de idade, representando 73%. E, pelo menos 7% dos segurados afastados por ludopatia possuem filhos.
Os impactos da ludopatia vão além do INSS e chegam aos tribunais trabalhistas. Um ex-gerente bancário, por exemplo, conseguiu renovar na justiça seu auxílio-doença após o encerramento pelo INSS. Agora, ele tenta reverter na Justiça sua demissão por justa causa. Em outro caso, um servidor público que desviou R$ 1,5 milhão para apostas também obteve afastamento por incapacidade e move ação contra o Estado, dados revelados pela pesquisa do Intercept Brasil.
Especialistas alertam para a urgência de integração entre saúde, assistência social, trabalho e previdência, sob o risco de a falta de políticas adequadas agravar ainda mais o impacto econômico e social do vício em aposta.

Saiba mais: Depressão e ansiedade – Nulidade do pedido de dispensa

Em primeiro grau no TRT2, uma gastrônoma obteve declaração de nulidade do seu pedido de demissão por vício de consentimento, tendo em vista o seu estado de saúde mental fragilizado por assédio moral e doença ocupacional. A decisão condenou as reclamadas ao pagamento de indenização de R$ 40 mil por danos morais e verbas rescisórias. Ela alegou e provou ter assinado o documento sob fortes medicamentos para tratar depressão e ansiedade, agravadas por um ambiente de trabalho considerado “tóxico” e com assédio moral.