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Comentário: Assédio eleitoral no trabalho e danos mentais
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Saiba mais: Motorista – Indenização por danos existenciais
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Comentário: Prorrogado período de graça devido à violência doméstica
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Saiba mais: Fazenda indenizará – Caseiro baleado em assalto
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Comentário: Justiça determina concessão de BPC para doméstica com fibromialgia
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Saiba mais: Multa de R$ 1,9 milhão – Descumprimento de cota PcD
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Comentário: INSS e as alterações nas regras do empréstimo consignado
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Saiba mais: Trabalhadora com Parkinson – Dispensa discriminatória
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Comentário: Salário mínimo de R$ 1 741,00
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Saiba mais: Aposentado do INSS – Indenização pela estabilidade

Comentário: Assédio eleitoral no trabalho e danos mentais

Com o objetivo de influenciar ou manipular o voto ou a manifestação política no local de trabalho, o empregador pratica o crime de assédio eleitoral, o qual se caracteriza pela coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento associados a determinada eleição.
Segundo divulgado pelo portal de notícias g1, pressão para compartilhar propaganda política no WhatsApp, exigência de “santinhos” em perfis pessoais, vigilância das redes sociais e ameaças relacionadas ao emprego, são algumas das situações mais frequentes em processos de assédio eleitoral que chegaram à Justiça do Trabalho nos últimos anos e foram analisadas em uma pesquisa inédita do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O assédio eleitoral no trabalho pode causar danos à saúde mental do trabalhador, gerando quadros de estresse, ansiedade, depressão que resultam em afastamento e na necessidade de benefício como o auxílio-doença. A modalidade mais recorrente identificada nos processos foi o chamado terror psicológico, presente em 81,9% dos casos analisados.
Impõe ser destacado que se o adoecimento tiver nexo com o trabalho, o benefício a ser concedido é o auxílio-doença acidentário, o qual assegura manutenção do plano de saúde, estabilidade de um ano após o encerramento do benefício, depósitos do FGTS.
É também cabível indenização pelos danos morais.

Saiba mais: Motorista – Indenização por danos existenciais

A 2ª Turma do TRT4 determinou o pagamento de indenização por danos existenciais a um caminhoneiro que cumpria jornadas de 16 horas, com duas folgas a cada 20 dias. Pelos danos existenciais, o profissional deverá receber R$ 15 mil. Junto a outras indenizações e verbas trabalhistas, como horas extras e adicional noturno, a condenação provisória é de R$ 80 mil. Foram condenados de forma solidária um transportador e uma empresa cerealista que constituem um mesmo grupo econômico.

Comentário: Prorrogado período de graça devido à violência doméstica

Imagem / Site Eco Nordeste

A Justiça Federal de primeiro grau garantiu a um adolescente de 14 anos o direito de receber o benefício de pensão por morte da mãe. Na sentença, o juiz Stefan Espirito Santo Hartmann prorrogou o período de graça — intervalo em que o segurado mantém seus direitos perante a Previdência Social / INSS mesmo sem contribuir — em razão de sua genitora ter deixado de trabalhar em decorrência de violência doméstica.
Ao analisar o processo, o magistrado observou que a última contribuição válida da mulher havia ocorrido em agosto de 2020. Pela regra geral, o período de graça ordinário de 12 meses se estenderia até outubro de 2021 – data anterior ao falecimento.
O magistrado concluiu que “a genitora do autor esteve sob constantes ameaças de seu companheiro, de modo que o afastamento do mercado de trabalho ou a impossibilidade de procurar um novo emprego decorreram diretamente do risco à sua integridade física e psicológica, e não de uma escolha voluntária”. Por esse motivo, reconheceu o direito à prorrogação do período de graça por mais 12 meses, com base no desemprego involuntário.
Hartmann julgou procedente o pedido do jovem, determinando a concessão do benefício de pensão por morte. O INSS foi condenado a pagar os valores retroativos desde a data do requerimento administrativo, efetuado em outubro de 2025.

Saiba mais: Fazenda indenizará – Caseiro baleado em assalto

Imagem / Site TST

A 1ª Turma do TST manteve a condenação do espólio de um proprietário rural ao pagamento de indenização a um trabalhador atingido por dois tiros num assalto ocorrido na fazenda onde trabalhava e residia. A Turma confirmou o entendimento quanto à ausência de medidas de proteção adequadas diante do histórico de ocorrências criminosas no local. Os tiros causaram lesões permanentes, com limitações funcionais e redução de sua capacidade de trabalho.

Comentário: Justiça determina concessão de BPC para doméstica com fibromialgia

A 7ª Turma do TRF3 reformou sentença de primeiro grau para conceder a uma doméstica que convive com fibromialgia, dores crônicas, diabetes e hipertensão, o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).
Foi determinado que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implemente o benefício. Os magistrados observaram que a condição de deficiência para fins de concessão do BPC deve ser analisada sob uma perspectiva biopsicossocial e que o trabalho doméstico não pode ser utilizado como justificativa para negar proteção assistencial a mulheres em situação de vulnerabilidade.
O caso, relatado pela desembargadora federal Inês Virgínia, foi analisado sob a ótica do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, previsto na Resolução nº 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, instituída pela Lei nº 15.176/2025.
“Negar o benefício com base na capacidade de ser dona de casa é falhar em reconhecer a dignidade e o valor do trabalho de cuidado, além de impor à mulher uma dupla penalização: a da doença e a da pobreza.” afirmou a relatora.
Além da discussão sobre deficiência, a 7ª Turma concluiu que a situação de vulnerabilidade socioeconômica estava plenamente demonstrada.

Saiba mais: Multa de R$ 1,9 milhão – Descumprimento de cota PcD

Imagem / Freepik

A Justiça do Trabalho rejeitou os embargos apresentados pela empresa Adservi Administradora de Serviços e manteve a execução de R$ 1.908.000,00 (um milhão, novecentos e oito mil reais) em multas pelo descumprimento de acordo judicial relacionado à contratação de pessoas com deficiência (PcD) e trabalhadores reabilitados. A decisão foi proferida pela 5ª Vara do Trabalho de Florianópolis em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC).

Comentário: INSS e as alterações nas regras do empréstimo consignado

Imagem / Reprodução

Recente instrução normativa trouxe novas regras para empréstimos consignados ligados a aposentadorias, pensões e outros benefícios. A instrução altera procedimentos de portabilidade, apresentação de documentos e repasse de valores pelas instituições financeiras.
Entre as mudanças está a que trata da portabilidade do empréstimo consignado, transferência da dívida de uma instituição financeira para outra, deverá ser confirmada em até 20 dias após a autorização do titular do benefício. Se não houver confirmação no prazo, o pedido será cancelado automaticamente.
A instituição financeira deverá enviar a documentação exigida para a transação. A ausência desses documentos poderá resultar na interrupção dos descontos em favor do banco.
E mais, a instrução normativa fixa prazo de até 7 dias úteis para o repasse dos valores relacionados à contratação, contados na forma prevista pela regulamentação.
O bloqueio de 90 dias para novas contratações permanece aplicável aos benefícios concedidos a partir de 1º de abril de 2019. O prazo é contado da concessão do benefício. Após esse período, o titular pode solicitar o desbloqueio para contratar empréstimo consignado.

Saiba mais: Trabalhadora com Parkinson – Dispensa discriminatória

Imagem / Site Diário de Justiça

No TRT2 foi reconhecido o caráter discriminatório da dispensa de uma trabalhadora diagnosticada com doença de Parkinson, determinando reintegração ao emprego, restabelecimento do plano de saúde e pagamento de salários e demais verbas desde o desligamento. A empresa também terá que indenizar a mulher em R$ 50 mil por danos morais. A autora pediu a condenação da empresa com base na Súmula 443 do TST.

Comentário: Salário mínimo de R$ 1 741,00

Segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deverá ser enviado nesta segunda-feira, 31 de agosto, para o Congresso Nacional, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) com a estimativa do salário mínimo, a partir de 1º de janeiro de 2027, subir para R$ 1 741,00,
O valor representa um aumento de R$ 120,00 ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1 621,00 A nova projeção também ficou R$ 24,00 acima da estimativa de R$ 1 717,00 apresentada pelo governo no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.
Vale ressaltar que o valor de R$ 1 741,00 trata-se de uma projeção, podendo aumentar ou diminuir. O valor definitivo será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.
O aumento do salário mínimo reflete nos pagamentos de aposentadorias, pensões e demais benefícios pagos pelo INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e seguro-desemprego e abono salarial. Será também reajustada a contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs), dos contribuintes baixa renda e dos demais que contribuem com base no salário mínimo.
O valor final do salário mínimo só será conhecido em dezembro, após ser divulgado o INPC de novembro.

Saiba mais: Aposentado do INSS – Indenização pela estabilidade

Um controlador de materiais que já era aposentado pelo INSS e foi despedido sem justa causa após retornar de afastamento por acidente de trabalho obteve o reconhecimento da estabilidade acidentária. A decisão foi da 6ª Turma do TRT4. Com isso, o trabalhador garantiu o direito a uma indenização substitutiva da estabilidade provisória: a remuneração do período compreendido entre a data da dispensa e o dia projetado para o término da estabilidade (12 meses após o retorno do afastamento).

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