Comentário: Previdência Social e os denominados segurados invisíveis

Foto / Reprodução/Prefeitura de Praia Grande

De acordo com dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, o Brasil convive com um dos maiores desafios sociais e econômicos da atualidade, eis que 38,8 milhões de brasileiros estão na informalidade e, consequentemente, fora da Previdência Social. Esses trabalhadores — conhecidos como “segurados invisíveis” — mantêm a economia funcionando, mas seguem desprotegidos, sem direito a aposentadoria, auxílio por incapacidade, pensão por morte, salário-maternidade ou qualquer outro benefício previdenciário.
Do ponto de vista social e econômico, essas pessoas apesar de produzirem e movimentarem a economia, vivem sem nenhuma proteção social.
A informalidade esvazia a arrecadação previdenciária e leva as pessoas para a assistência social, causando elevação das contas públicas.
Certamente, milhões de brasileiros que estão na informalidade passariam a contribuir para assegurar os benefícios previdenciários, para si e para seus dependentes, caso tivessem informação do custo benefício altamente vantajoso.
Para estudiosos dessa situação, o problema se agrava com a precarização das relações de trabalho, marcada pelo avanço de atividades informais, intermitentes e por conta própria, sem direitos e sem estabilidade.

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Sobre o Autor

Dr. Ney Araujo

"Área de atuação: Trabalhista, Previdenciária, assessorando Empresas e Pessoas Físicas com Defesas, Pareceres, Consultoria, Contratos, Propositura de Ações. Assessor Jurídico do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos - SINDNAPI, Presidente do Instituto dos Advogados Previdenciários de PE - IAPE, Conferencista e Palestrante."

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